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Luxação da Patela

A luxação da patela ocorre quando ela desencaixa do fêmur, na grande maioria das vezes, para a parte lateral (externa) do joelho. Isto ocorre geralmente com movimentos de rotação súbita com a articulação toda ou quase totalmente esticada.

Em muitos casos podem ser identificados fatores predisponentes para ocorrência da luxação patelar, com etiologia (causa) discutível na literatura pertinente. Eles variam de determinados geneticamente àqueles relacionados à má formação das estruturas estabilizadoras da articulação patelo-femoral por desequilíibrio das forças atuantes. Entorses ou traumatismos diretos também pode deslocar a patela, sendo que nestes casos não necessariamente observamos alterações anatômicas concomitantes.

A luxação da patela ocasiona dor intensa, associada à deformidade, inchaço e incapacidade de movimentação. Comumente ela retorna espontaneamente à posição original. Quando isto não acontece a redução deve ser realizada por um médico capacitado, após a realização de uma radiografia para identificar possíveis fraturas associadas.

Em se tratando de episódio único a tendência é pelo tratamento não-cirúrgico, exceto na ocorrência de fraturas com desvio ou de lesões osteocondrais instáveis (que geram fragmentos livres na articulação e que requerem remoção). A base do tratamento conservador é a busca de um equilíbrio muscular que resulte no alinhamento entre a patela e o fêmur, às custas do fortalecimento da musculatura medial da coxa (vasto medial oblíquo), dentre outros.

Já nos casos de luxação recidivante (mais de um episódio) há indicação cirúrgica, uma vez que nestas situações a recorrência é muito provável e tende a acarretar degeneração da patela e da parte correspondente do fêmur (tróclea femoral).

Perguntas Frequentes

Para quem é indicado a cirurgia de reconstrução do LCA?

A patela pode luxar (deslocar) em decorrência de traumatismo direto ou por entorse, mesmo sem alterações anatômicas que a favorecessem. Nestes casos ocorre o rompimento do ligamento patelofemoral medial (LPFM), que une a patela à parte interna do fêmur.

Em outros casos observamos alterações anatômicas pré-existentes no joelho, que sem trauma ou por trauma mínimo sofre um desencaixe da patela. Nestas situações encontramos como fatores predisponentes mais frequentes: displasia troclear, patela alta e Angulo “Q” aumentado/ medida “TA-GT” aumentada.

 

  • Displasia troclear: corresponde a uma má formação da região do fêmur na qual a patela se encaixa, sendo mais “rasa” que o normal, o que favorece o deslocamento patelar.
  • Patela alta: posição da patela mais elevada que favorece seu desencaixe da tróclea femoral.
  • Angulo “Q” aumentado: ângulo formado pelos eixos do músculo quadríceps e do tendão patelar acima do normal – favorece o deslocamento lateral da patela quando o referido músculo se contrai.
  • Medida TA-GT aumentada: esta medida é obtida por exame de Tomografia Computadorizada, que afere a distância entre duas linhas – uma que passa pelo centro da tuberosidade anterior da tíbia e a outra pelo centro da tróclea femoral. Quando acima de 20 mm indica a existência de um vetor de força favorável à luxação da patela.

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