Joelho > Lesões no Esporte

Os avanços tecnológicos e científicos embasam a crescente recomendação de exercícios físicos por parte de médicos, que buscam conscientizar a população da necessidade da adoção de hábitos de vida saudáveis. Entretanto muitas pessoas realizam ou iniciam atividades sem a devida orientação profissional e incorrem em danos à própria saúde.

Aproximadamente metade das lesões corporais que resultam de atividades físicas provêm da sobrecarga de exercícios ou de microtraumas de repetição. A outra metade se origina de eventos traumáticos únicos. Os joelhos são alvos frequentes destas lesões, abrangendo cerca de 32% do total dos danos músculoesqueléticos relacionados ao esporte.

Um estudo recente realizado em nosso país (Hospital do Coração, em São Paulo) reportou as modalidades esportivas que mais acarretam traumas nos joelhos. Dentre elas o futebol se destacou por estar relacionado à mais da metade dos acidentes (55% dos casos). Em seguida, aparecem as artes marciais (16%), o basquete (12%), os treinos em academia (8%) e o tênis (5%). Por outro lado, diferentes estudos demonstram que corridas, ciclismo e musculação são atividades mais associadas a lesões por sobrecarga, no que se refere aos danos causados à articulação do joelho.

Farei um breve relato das lesões mais comuns do joelho no esporte, com o intuito de orientar a busca por um tratamento apropriado, e desta forma buscar evitar ou minimizar a evolução destes problemas.

LESÕES LIGAMENTARES

 

Os ligamentos são estruturas que estabilizam o joelho e quando rompidos causam a sensação de “frouxidão (“falseios”) na articulação, assim como acarretam dor, limitação de movimentos, inchaço e instabilidade, que são proporcionais à gravidade da ruptura. Na fase aguda são necessários repouso, elevação do membro afetado, compressas com gelo, medicamentos analgésicos ou antiinflamatórios e eventualmente é preciso imobilizar e fazer uso de muletas. Uma parte significativa destas lesões requer fisioterapia e até cirurgia.

LESÕES MENISCAIS

A articulação do joelho tem dois “amortecedores”, um do lado interno (medial) e outro na parte externa (lateral), chamados meniscos. Além da função de absorção de impacto eles são responsáveis por auxiliar na estabilidade. Por isso, quando lesionados, geram dor, “inchaço”, e instabilidade articular.

Na ocorrência de lesão meniscal há predisposição para dano secundário nas superfícies das cartilagens que revestem os ossos do joelho (fêmur e tíbia). Por este motivo, quando são diagnosticadas, está indicada a imediata restrição de atividades de impacto (como corridas ou esportes com saltos/pulos/giros), e a instituição do tratamento apropriado, com o fim de prevenir lesões mais graves e progressivas.

LESÕES DE CARTILAGEM

Os ossos nas articulações são revestidos por uma “capa” protetora, chamada cartilagem. Esta pode ser danificada por traumas (ex: entorse), assim como por microtraumas de repetição ou por hiperpressão (pressão acima dos níveis tolerados).    Existem em muitos casos fatores anatômicos predisponentes – como o desalinhamento dos joelhos, malformação do “encaixe” entre a patela e o fêmur, alteração da pisada, etc –   que irão acarretar o aparecimento gradativo da lesão da cartilagem (que também pode ser chamada de condromalácia). Sintomas comuns associados a esta patologia são dor, estalidos e eventualmente inchaço articular. As modalidades de tratamento variam de repouso, modificação de atividades, fisioterapia, uso de joelheiras, infiltrações e até mesmo cirurgia.

TENDINOPATIA PATELAR OU “JOELHO DO SALTADOR”

O tendão patelar é responsável pela extensão do joelho e é comumente lesionado nas atividades de impacto (como corridas) ou com saltos repetitivos (basquete, vôlei, atletismo), o que gera dores na frente do joelho, logo abaixo da patela, e algumas vezes inchaço localizado. Sua lesão é frequentemente negligenciada e evolui com degeneração e até ruptura do tendão. O tratamento envolve modificações das atividades esportivas e mesmo cotidianas (como agachar, pular e subir/descer escadas com frequência), crioterapia (compressas com gelo), fisioterapia e uso de tensor. Nos casos relutantes indica-se cirurgia.

SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL OU “JOELHO DO CORREDOR”

O trato iliotibial consiste em uma faixa de tecido fibroso, similar a um tendão (estrutura que une o músculo ao osso), que se localiza na lateral do joelho. Em algumas condições, principalmente em atividades de impacto, sofre um atrito anormal com uma saliência óssea do fêmur e desencadeia um processo inflamatório local. Esta patologia, também conhecida como síndrome do corredor, acarreta graus variados de dor e de limitação funcional. Na maioria dos casos a correção da técnica de execução do exercício e da intensidade dos treinos, crioterapia, fisioterapia e antiinflamatórios resolvem o problema.

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